
Parceria com a Start by Alura impulsiona o desenvolvimento de habilidades digitais dos alunos e ajuda o município a avançar no índice nacional para 6,4, conquistando um dos maiores crescimentos em Santa Catarina
Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados na última semana pelo Ministério da Educação (MEC), confirmaram a evolução contínua da rede municipal de ensino de Chapecó. Entre os fatores que sustentam os bons resultados da cidade do oeste catarinense está a aposta em inovação pedagógica e no letramento digital de alunos e professores, com destaque para a parceria com a Start by Alura — divisão do grupo Alun focada na Educação Básica.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o município saltou de 6,0 para 6,4, conquistando o 3º maior crescimento entre os oito maiores municípios de Santa Catarina e superando com folga a média nacional das redes municipais, que é de 6,18. Já nos anos finais, a pontuação subiu para 5,1 — posicionando Chapecó em 4º lugar no ranking do estado entre as grandes cidades e mantendo o resultado acima da média do país (4,89).
Frente às recentes diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de computação, Chapecó tem se destacado ao transformar a tecnologia em uma aliada do aprendizado tradicional, redefinindo o papel das telas na sala de aula.
Em parceria com a edtech, milhares de estudantes da rede pública municipal aprendem lógica de programação, criação de games e desenvolvimento de softwares de forma prática, estimulando o raciocínio lógico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe desde os primeiros anos de escolarização.
Para Duval Guimarães, diretor-geral da Start by Alura e referência nacional em implementação de projetos de tecnologia em larga escala em redes públicas, o desempenho de Chapecó no Ideb reforça que a tecnologia, quando aplicada com intencionalidade pedagógica, traz impactos diretos na qualidade geral do ensino. "A discussão atual não deve ser sobre proibir ou liberar telas nas escolas, mas sim sobre como e quando utilizá-las com propósito. Os resultados de Chapecó demonstram que, ao saírem da posição de meros consumidores passivos de conteúdo para se tornarem criadores de tecnologia, os alunos desenvolvem competências estruturantes que melhoram também o desempenho em disciplinas como Matemática e Língua Portuguesa", destaca Guimarães.
Telas com propósito: Exemplos práticos na sala de aula
Ao contrário do uso recreativo de dispositivos móveis, as atividades desenvolvidas pela Start by Alura em Chapecó utilizam computadores e tablets como ferramentas de criação interdisciplinar. Entre as práticas implementadas na rede local, destacam-se:
- Matemática na prática com programação: Alunos do Ensino Fundamental desenvolvem jogos digitais nos quais aplicam conceitos de geometria, coordenadas cartesianas e equações para movimentar personagens e solucionar desafios.
- Projetos de impacto social e cidadania: Estudantes utilizam linguagens de programação em blocos para criar protótipos de aplicativos voltados a problemas da própria comunidade, como sistemas de conscientização sobre reciclagem e economia de água.
- Incentivo à autoria e pensamento crítico: As telas deixam de ser um canal de distração e passam a ser uma bancada de trabalho, onde as crianças e jovens aprendem a estruturar ideias, testar hipóteses e lidar com erros de lógica (debugging).
O modelo adotado por Chapecó em parceria com a Start by Alura serve como case de sucesso para outros municípios brasileiros que buscam cumprir a BNCC de Computação sem perder o foco na melhoria dos indicadores educacionais básicos. "Investir em habilidades digitais e pensamento computacional na Educação Básica não é preparar os jovens apenas para o mercado de trabalho do futuro, mas sim garantir a eles autonomia e pensamento crítico no presente. Chapecó prova que a inovação aliada à gestão pública estruturada é a chave para uma educação transformadora", conclui o especialista.
